sexta-feira, 26 de julho de 2013

Rios da Natureza


Nos cerca de 300 km percorridos de carro entre Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, e Bonito, uma das mecas do ecoturismo no Brasil, bastava fechar os olhos e já podia “ver” imagens de grutas e rios coalhados de grandes e coloridos peixes. Por isso, a vontade de chegar a esse lugar, que combina totalmente com o nome que carrega, era grande. Expectativa que, desde 28 de abril de 2013, pode se “materializar” mais rápido, já que a Azul inaugurou um voo regular para a cidade, saindo de Campinas (SP). 

Com uma política de preservação ambiental rígida, o que garante que a natureza e toda a sua beleza continuem extremamente bem preservadas, a pequena cidade mantém lugares inacreditáveis. São grutas com formações que parecem de outro mundo; rios de água cristalina que permitem longas e sossegadas flutuações, um sem-fim de variedades de peixes e muitos animais. Tanto quanto  esses espetáculos de terra e água, é preciso sentir ainda a emoção de assistir a uma revoada de araras-vermelhas. Difícil fugir do trocadilho: Bonito é bonito demais.

Entre tantas atrações espetaculares, a cidade tem seu cartão-postal na Gruta do Lago Azul. Lá, depois de descer 292 degraus encravados na pedra, aprende-se, na prática, o que são estalactites e estalagmites. Os primeiros pendem do teto e os segundos nascem no chão, emoldurando o lago subterrâneo de mais de 90 metros de pro fundidade e de um tom azul intenso, onde vivem espécies milimétricas de crustáceos e repousam fósseis de mamíferos, como o tigre-dente-de-sabre.

Bonito ainda conta com uma segunda gruta para visitação, a São Miguel, e a Secretaria Municipal de Turismo espera abrir também ao público a Gruta de Nossa Senhora de Aparecida. No entanto, se você estiver ansioso para um mergulho, parta logo para as flutuações, mergulhos em que o visitante, mesmo usando máscara de snorkel e pé de pato, se deixa levar ao sabor da correnteza.

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