Nos cerca de 300 km percorridos de carro entre Campo
Grande, capital do Mato Grosso do Sul, e Bonito, uma das mecas do
ecoturismo no Brasil, bastava fechar os olhos e já podia “ver” imagens
de grutas e rios coalhados de grandes e coloridos peixes. Por isso, a
vontade de chegar a esse lugar, que combina totalmente com o nome que
carrega, era grande. Expectativa que, desde 28 de abril de 2013, pode se
“materializar” mais rápido, já que a Azul inaugurou um voo regular para
a cidade, saindo de Campinas (SP).
Com uma política de preservação ambiental rígida, o que
garante que a natureza e toda a sua beleza continuem extremamente bem
preservadas, a pequena cidade mantém lugares inacreditáveis. São grutas
com formações que parecem de outro mundo; rios de água cristalina que
permitem longas e sossegadas flutuações, um sem-fim de variedades de
peixes e muitos animais. Tanto quanto esses espetáculos de terra e
água, é preciso sentir ainda a emoção de assistir a uma revoada de
araras-vermelhas. Difícil fugir do trocadilho: Bonito é bonito demais.
Entre tantas atrações espetaculares, a cidade tem seu
cartão-postal na Gruta do Lago Azul. Lá, depois de descer 292 degraus
encravados na pedra, aprende-se, na prática, o que são estalactites e
estalagmites. Os primeiros pendem do teto e os segundos nascem no chão,
emoldurando o lago subterrâneo de mais de 90 metros de pro fundidade e
de um tom azul intenso, onde vivem espécies milimétricas de crustáceos e
repousam fósseis de mamíferos, como o tigre-dente-de-sabre.
Bonito ainda conta com uma segunda gruta para visitação,
a São Miguel, e a Secretaria Municipal de Turismo espera abrir também
ao público a Gruta de Nossa Senhora de Aparecida. No entanto, se você
estiver ansioso para um mergulho, parta logo para as flutuações,
mergulhos em que o visitante, mesmo usando máscara de snorkel e pé de
pato, se deixa levar ao sabor da correnteza.

Nenhum comentário:
Postar um comentário